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Análise de um texto de Karl Marx

No século XIX, as relações entre capitalistas e proletariado atingiram níveis agudos de antagonismo, fazendo surgir os movimentos de massa e a tentativa de teorização desses fenômenos, particularmente por duas ciências nascentes: a economia e a sociologia.

Deriva daí a preocupação empírica em analisar a situação concreta vivida pelos homens nas suas relações sociais. Foi original a contribuição feita por Marx que, ao desenvolver a teoria do materialismo dialético, considera que o ser social determina a consciência, ou seja, o modo de produção da vida material condiciona o desenvolvimento da vida social, política e intelectual em geral. Isso significa que as expressões da consciência humana – inclusive a moral – são o reflexo das relações que os homens estabelecem na sociedade para produzirem sua existência, e, portanto mudam conforme se alteram os modos de produção.

Nesse sentido, Marx desenvolve outra linha de pensamento diferente da concepção tradicional de moral que se orienta em direção aos valores universais aceitos em todas as épocas. Ao contrario, Marx busca recuperar o homem concreto na atividade produtora que determina as relações de produção muito especificas conforme o tempo e o lugar. Esse tipo de analise lhe permite observar que, onde existe sociedade dividida em classes, com interesses antagônicos, a moral da classe dominante predomina, impõe – se sobre a classe dominada e torna – se instrumento ideológico para manter a dominação.

Por isso, só na sociedade mais fraterna, sem a exploração de uma classe sobre a outra, é que se poderá esperar o surgimento de uma moral autentica. Coerente com sua concepção comunista, Marx preconiza que as condições da moral verdadeira só existiriam na sociedade sem Estado, e sem propriedade privada. Para ele, mesmo que a moral diga respeito à esfera pessoal, não há como viver moralmente em um mundo que ainda não tenha instaurado a ordem e a justiça social.

Fica evidente, que Marx é contra a idéia de Kant que é fundada na razão universal, abstrata e tentam encontrar o homem concreto da ação moral. Pois Marx foi um dos primeiros filósofos a falar que o que determina o homem não é a razão e sim a classe social a que ele pertence, para ele a sociedade está supostamente dividida em duas classes sócias: o proletário e o burguês. O proletário é aquele que trabalha e recebe supostamente um “salário” pelo trabalho por ele realizado, já o burguês é aquele que recebe o “lucro” do trabalho realizado pelo proletariado.

Mas esse trabalho não é supostamente bem pago ao proletário gerando assim a mais-valia, que adquiria como característica a “exploração” de trabalho por um salário eco (micro salário) em relação ao produto final por eles produzidos.

Quando Marx enfatiza a idéia que o que determina o home é a sociedade, esta sendo considerado precipitado, pois uma pessoa que não possui condições econômicas bem favorecidas, esta supostamente é julgada como violenta, de mau caráter….  já aqueles que possuem um condição mais favorecida economicamente são considerados pessoas do bem, que já mais irão praticar o mau. De certa forma esse “julgamento” é considerado precipitado, pois uma pessoa pode ser pobre e ter um bom caráter, já à outra pode ser rica e praticar os piores crimes diante da sociedade. Então vale ressaltar, que muitas vezes a classes sociais ao qual a pessoa faz parte, não diz corretamente o seu comportamento diante da sociedade.

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