Introdução

Karl Marx era um jornalista, economista, filósofo, historiador e teórico-político, que viveu entre 1818 e 1883. Ele passou grande parte de sua vida estudando e publicando livros e artigos que causavam sua expulsão de diversos países onde morou. Vivia em uma condição precária tendo que recorrer à ajuda de amigos por algumas vezes. Seu maior livro é O Capital, no qual ele analisa a sociedade capitalista, em um livro de predominância econômico-política.

 

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Biografia de Karl Marx

Karl Marx nasceu em Tréveris no dia 5 de maio de 1818. Ele iniciou seus estudos em Linceu Friedrich Wilhem em sua cidade natal. Em 1835, ele escreveu “Reflexões de um jovem perante a escolha de sua profissão”. No ano seguinte, foi estudar na Universidade de Berlim. Em 1838 ele perdeu o interesse no direito e passou para a filosofia, do qual obtêm título de doutor em 1841 com a tese “Diferenças da filosofia da natureza em Demócrito e Epicuro”. Também em 1841 ele cria a idéia que fundisse o materialismo e a dialética Idealista.

Em 1842 não pode seguir sua carreira acadêmica e se tornou redator-chefe da Gazeta Renana onde conheceu Friedrich Engels enquanto ele visitava o jornal. Sua estadia no jornal dura somente até 1843, quando o jornal é fechado e Marx se muda para Paris, onde acaba a “Crítica da filosofia do direito de Hegel” e “A questão judaica”. Em 1844 se torna grande amigo de Engels e escreve os “Manuscritos econômico-filosóficos”. Também escreve um artigo sobre greves na Silésia, mas devido a esse artigo, é espulso da França, mudando-se para Bruxelas, onde escreve “A sagrada família” em parceria com Engels. Em 1848 Marx é expulso de Bruxelas pelo governo belga, então ele e Engels se mudam para a Colônia, onde fundam o jornal Nova Gazeta Renana. Ele é expulso da Colônia em 1849 após ataques a autoridades publicados em seu jornal. A família de Marx, mesmo em grandes dificuldades financeiras, se muda para Paris, onde não podem morar, devido a um impedimento do governo francês. Marx, com a ajuda de Ferdinand Lessalle, se muda para Londres, onde redige “Trabalho assalariado e capital”. Marx se dedicou aos estudos de economia no Museu Britânico no ano de 1851 e no ano seguinte, publicou “O 18 brumário de Luís Bonaparte”.

Em 1857, após problemas de saúde, retomou os estudos em economia e começou a redação que veio a ser conhecida como “Esboços de uma crítica da economia política”. Em 1859 publicou em Berlim a obra “Para a crítica da economia política”. Em 1863 ele participou de diversas ações em prol da independência polonesa e iniciou sua obra “O Capital”, que é concluído somente em 1865 e publicado em Hamburgo em 1867. O segundo volume começou a ser escrito em 1869, mesmo ano em que foi fundado o Partido Operário Socialdemocrata alemão, inspirado pelas idéias de Marx.

Em 1873 sua saúde piorou drasticamente e, mesmo com ordens médicas para evitar o trabalho, continuou trabalhando na segunda edição de O Capital e estudando sobre a situação da Rússia, matemática, geologia e física. Marx faleceu em 14 de março de 1883 estando muito doente e deprimido.

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Principais Obras de Karl Marx

As obras de Marx relatam sobre temas filosóficos, econômico, político, social e histórico.

Obras de Karl Marx:

1841 As diferenças entre a filosofia natural de Demócrito e Epicuro a filosofia natural (Tese de doutorado)
Crítica da Filosofia do Direito de Hegel.
1844 Manuscritos Econômico-Filosóficos. (Publicado em 1932)
1845 Teses sobre Feuerbach.
1847 Trabalho Assalariado e Capital.
1847 A Miséria da Filosofia
1848 fala sobre o livre comércio
1849 A burguesia e os (segundo item) contador. Publicado na Neue Rheinische Zeitung
1849 Trabalho Assalariado e Capital.
1850 Lutas de Classes na França de 1848 a 1850.
1851-1852 A Brumário de Luís Bonaparte XVIII.
1853 A regra britânico na Índia.
1853 resultados futuros do domínio britânico na Índia.
1854 A Espanha revolucionária.
1859 Contribuição à Crítica da Economia Política.
1864 Manifesto inaugural Associação Internacional dos Trabalhadores.
1865 Salário, Preço e Lucro.
1867 Capital
1871 A guerra civil na França.
1874 Anotações para o Livro de Estado e Anarquia de Bakunin.
1875 Crítica ao Programa de Gotha.

A obra mais importante de Marx é o Capital; ele aborda neste livro a sociedade: a bese é o processo de trabalho, seres humanos cooperando entre si para fazer uso das forças da natureza e, portanto, para satisfazer suas necessidades. O produto do trabalho deve, antes de tudo, responder a algumas necessidades humanas. Deve, em outras palavras, ser útil. Marx chama-o valor de uso. Seu valor se assenta primeiro e principalmente em ser útil para alguém; cultura: fala da diferença das classes sociais, e também aborda o tema politica e filosofia. O Capital é uma das suas principais obras por que toda a estrutura de seu pensamento se encaixa nesse livro e é a onde se encontra o total conhecimento da humanidade em geral, quanto para o proletariado em particular, já que através de uma análise radical da realidade que está submetido, só assim poderá se desviar da ideologia dominante (“a ideologia dominante” é sempre da “classe dominante”), como poderá obter uma base concreta para sua luta política. Cabe lembrar que O Capital é uma obra incompleta, tendo sido publicado apenas o primeiro volume com Marx vivo.

Além destas obras escritas por Marx, existem também as que ele recebe a participação de Friedrich Engels:

1845 A Ideologia Alemã (publicado em 1932)
1845 A Santa Família
1848 Manifesto do Partido Comunista.
Circular 1850 do Comitê Central da Liga dos Comunistas.
1871 das resoluções da Conferência de Delegados da Associação Internacional dos Trabalhadores.
1872 fictícios divisões no Internacional.
1879 Na carta circular A. Bebel, W. Liebknecht, W. Bracke et al.

Áreas de interesse de Karl Marx

Sociologia, economia, história, política, teoria social, ideologia.

Marx matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Bonn e mostrou-se sensível ao romantismo que ali predominava: havia ficado noivo pouco antes de Jenny Von Westphalen, filha do barão Von Westphalen, figura destacada da sociedade de Trier e que havia despertado em Marx o interesse pela literatura romântica e pelo pensamento político de Saint-Simon. No ano seguinte, o pai de Marx mandou-o para a Universidade de Berlim, maior è mais seria, onde ele passou os quatro anos seguintes e abandonou o romantismo em favor do hegelianismo que predominava na capital naquela época. Marx participou ativamente do movimento dos Jovens Hegelianos. Em fins de 1843 Marx estabeleceu rapidamente contato com grupos organizados de trabalhadores alemães que haviam emigrado e com as várias seitas de socialistas franceses.Marx tomou-se logo comunista convicto. Em Bruxelas, Marx dedicou-se a um estudo intensivo da história e criou a teoria que veio a ser conhecida como a concepção materialista da história. Marx participou intensamente da atividade política, polemizando, em Misère de la Philosophie (Miséria da filosofia), contra o socialismo de Proudhon, autor de Philosophie de la misère (Filosofia da miséria), que considerava idealista, e ingressando na Liga Comunista, organização de trabalhadores alemães emigrados sediada em Londres da qual se tornou, juntamente com Engels, o teórico principal. (Nova Gazeta Renana). O jornal, que teve grande influência, sustentava uma linha democrática radical contra a autocracia prussiana, e Marx dedicou suas principais energias à sua direção. Marx  contribuiu muito com a nossa sociedade, visando varias áreas no mundo de hoje, Muitas de suas previsões sobre o futuro do movimento revolucionário não se confirmaram até agora. Mas a ênfase que atribuiu ao fator econômico na sociedade e sua análise das classes sociais tiveram ambas, enorme influência sobre a história e a sociologia.

Teorias de Karl Marx

  • A Teoria Marxista

Foi no meio de muita agitação e problemas que surgiu a teoria marxista, com o apoio de Engels formularam um pensamento baseado ma realidade social da época, OLe que era de um grande avanço técnico e aumento do controle da natureza pelo homem mas por outro lado, a classe trabalhadora sofria mais opressão e ficava cada vez mais pobre. A posição do marxismo, é que a infra-estrutura determina a superestrutura, mas ao tomar conhecimento das contradições, o homem pode agir ativamente sobre aquilo que o determina. As manifestações da superestrutura passam a ser determinadas pelas alterações da infra-estrutura decorrentes da passagem econômica do sistema feudal para o capitalista. O movimento dialético da história se faz por um motor, que é a luta de classes. Essa luta acontece porque as classes têm interesses antagônicos. No modo de produção capitalista essa relação de antagonismo se dá porque o capitalista detém o capital e o operário não possui nada, tendo que vender a sua força de trabalho. A partir desse ponto, Marx formula uma de seus conceitos mais conhecidos que é a mais-valia. Essa mais-valia é concebida quando o trabalhador vende ao capitalista a sua força de trabalho por um valor estipulado num contrato. Acontece que ele produz mais do que esperado, e como ele fica com tempo disponível dentro da empresa ele produz um excedente que é a mais-valia. Essa mais-valia não é dividida com o trabalhador e fica nas mãos do capitalista que vai acumulando o capital. A mais-valia é, portanto o valor que o trabalhador cria além de sua força de trabalho e é apropriado pelo capitalista. Outro conceito que Marx constrói é o da alienação. O trabalhador quando vende a sua força de trabalho se torna estranho ao produto que concebeu. Essa perda do produto causa outras perdas para o trabalhador, como a separação da concepção e execução do trabalho, e ainda com o avanço tecnológico, ele fica sujeito ao ritmo da linha de montagem, não tendo controle sobre o seu ritmo normal de trabalho. Para que o trabalhador não se revolte, o capitalismo usa de mecanismos de introdução de ideologia na cabeça das pessoas, para que estas se conformem com a situação de desigualdade.

  • O Socialismo

Para Karl Marx, a classe operária, organizada em um partido revolucionário, deverá destruir o Estado burguês e organizar um novo Estado capaz de acabar com a propriedade privada nos meios de produção. Esse novo Estado, que ele chama de ditadura do proletariado, deverá liquidar a classe burguesa no mundo inteiro. Essa primeira fase é chamada de socialismo, precisa de um aparelho estatal burocrático, um aparelho repressivo e um aparelho jurídico. É nessa fase que se dará a luta contra a antiga classe dominante, para se evitar a contra-revolução. O princípio do socialismo é: “De cada um, segundo sua capacidade, a cada um segundo seu trabalho”. A segunda fase é chamada de comunismo, e se define pelo fim da luta de classes e consequentemente o fim do Estado. Haveria um desenvolvimento prodigioso das forças produtivas, que levaria a uma era de abundância, ao fim da divisão do trabalho em trabalho material e intelectual, e a ausência de contraste entre cidade e campo e entre indústria e agricultura. O princípio do comunismo é: “De cada um, segundo sua capacidade, a cada um, segundo suas necessidades”. Com a passagem para o comunismo, a luta de classes não mais seria entre dominantes e dominados, e sim entre as forças progressistas e as forças conservadoras.

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Análise de um texto de Karl Marx

No século XIX, as relações entre capitalistas e proletariado atingiram níveis agudos de antagonismo, fazendo surgir os movimentos de massa e a tentativa de teorização desses fenômenos, particularmente por duas ciências nascentes: a economia e a sociologia.

Deriva daí a preocupação empírica em analisar a situação concreta vivida pelos homens nas suas relações sociais. Foi original a contribuição feita por Marx que, ao desenvolver a teoria do materialismo dialético, considera que o ser social determina a consciência, ou seja, o modo de produção da vida material condiciona o desenvolvimento da vida social, política e intelectual em geral. Isso significa que as expressões da consciência humana – inclusive a moral – são o reflexo das relações que os homens estabelecem na sociedade para produzirem sua existência, e, portanto mudam conforme se alteram os modos de produção.

Nesse sentido, Marx desenvolve outra linha de pensamento diferente da concepção tradicional de moral que se orienta em direção aos valores universais aceitos em todas as épocas. Ao contrario, Marx busca recuperar o homem concreto na atividade produtora que determina as relações de produção muito especificas conforme o tempo e o lugar. Esse tipo de analise lhe permite observar que, onde existe sociedade dividida em classes, com interesses antagônicos, a moral da classe dominante predomina, impõe – se sobre a classe dominada e torna – se instrumento ideológico para manter a dominação.

Por isso, só na sociedade mais fraterna, sem a exploração de uma classe sobre a outra, é que se poderá esperar o surgimento de uma moral autentica. Coerente com sua concepção comunista, Marx preconiza que as condições da moral verdadeira só existiriam na sociedade sem Estado, e sem propriedade privada. Para ele, mesmo que a moral diga respeito à esfera pessoal, não há como viver moralmente em um mundo que ainda não tenha instaurado a ordem e a justiça social.

Fica evidente, que Marx é contra a idéia de Kant que é fundada na razão universal, abstrata e tentam encontrar o homem concreto da ação moral. Pois Marx foi um dos primeiros filósofos a falar que o que determina o homem não é a razão e sim a classe social a que ele pertence, para ele a sociedade está supostamente dividida em duas classes sócias: o proletário e o burguês. O proletário é aquele que trabalha e recebe supostamente um “salário” pelo trabalho por ele realizado, já o burguês é aquele que recebe o “lucro” do trabalho realizado pelo proletariado.

Mas esse trabalho não é supostamente bem pago ao proletário gerando assim a mais-valia, que adquiria como característica a “exploração” de trabalho por um salário eco (micro salário) em relação ao produto final por eles produzidos.

Quando Marx enfatiza a idéia que o que determina o home é a sociedade, esta sendo considerado precipitado, pois uma pessoa que não possui condições econômicas bem favorecidas, esta supostamente é julgada como violenta, de mau caráter….  já aqueles que possuem um condição mais favorecida economicamente são considerados pessoas do bem, que já mais irão praticar o mau. De certa forma esse “julgamento” é considerado precipitado, pois uma pessoa pode ser pobre e ter um bom caráter, já à outra pode ser rica e praticar os piores crimes diante da sociedade. Então vale ressaltar, que muitas vezes a classes sociais ao qual a pessoa faz parte, não diz corretamente o seu comportamento diante da sociedade.

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